EFEBruxelas

Os aeroportos europeus perderam 182 milhões de passageiros desde o início do ano, consequência das restrições às viagens que alguns países introduziram para evitar a propagação de covid-19, segundo um comunicado publicado esta quinta-feira pela ACI Europe, a associação europeia do Conselho Internacional de Aeroportos.

A descida nestes dois meses do ano representa uma redução de 83% face à perda de 70% de passageiros que houve em 2020, precisou a ACI Europe, que engloba os países da União Europeia (UE), Reino Unido, Suíça e os do Espaço Económico Europeu (EEE).

A maior descida no número de passageiros foi sofrida pelos aeroportos do Reino Unido, com uma redução de 92% relativamente aos dados de 2020, seguidos dos da Alemanha e Benelux -Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo- ambos com uma perda de 90%.

Os restantes aeroportos europeus também tiveram menos passageiros, embora algo menor, já que em janeiro foi de 60% e em fevereiro de 55%.

"Os números que publicamos hoje põe a descoberto o contínuo colapso do tráfico aéreo (…) e apontam a um setor turístico em agonia", disse o diretor-geral da ACI Europe, Olivier Jankovec.

A associação publicou os números no mesmo dia da cimeira virtual realizada esta quinta pelos chefes de Estado e de Governo para falar sobre a necessidade de acelerar o processo de vacinação e na qual, segundo o esboço do comunicado da reunião, irão acordar a continuação das restrições às viagens não essenciais.

Jankovec pediu aos líderes europeus que adotem o certificado de vacinação proposto pela Grécia para relançar o setor turístico, também apoiado pelos países do sul da UE mas visto com reticências por outros como a Alemanha e França, que receiam estabelecer privilégios entre as pessoas que se vacinaram.

A ACI Europe também pediu hoje à Comissão Europeia para a criação de um grupo de trabalho para restaurar a liberdade de circulação na UE.