EFEViena

O ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Khalid al Falih, considerou hoje "adequado" um corte de 1 milhão de barris diários na produção de petróleo da Opep para evitar um excesso de oferta no primeiro semestre de 2019.

"Acredito que um milhão seria adequado. Queremos que seja um corte suficiente, mas não excessivo" e que se distribua entre os membros "de forma equilibrada", disse Falih à imprensa antes do início da 175ª conferência ministerial dos 15 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

De acordo com o ministro saudita, o objetivo é "equilibrar o mercado, mas não causar um choque". A Arábia Saudita é o maior produtor do grupo e, por isso, líder da organização.

Falih também lembrou que em alguns países produtores existe uma "queda involuntária da produção", que se somaria ao corte, numa alusão a casos como o da Venezuela, onde o bombeamento desabou devido à crise económica do país, ou o do Irão, afetado pelas sanções aplicadas pelos Estados Unidos.

O ministro indicou que a Opep vai adotar uma decisão para gerar "um equilíbrio entre a oferta e a procura" após ouvir todas as posições dos membros. Há pedidos de cortes de 500 mil até 1,5 milhão de barris por dia.

"Vamos ouvir as posições dos membros e amanhã a dos países que não estão na Opep", afirmou.

Sobre o encontro desta sexta-feira com produtores aliados da Opep, como Rússia e México, o representante saudita indicou que não descartava nenhum resultado, já que ainda não foi alcançado um acordo com esses países. Segundo ele, "todas as opções estão sobre a mesa".

Depois da Opep ter advertido sobre o risco do crescimento das extrações superar o da procura global em 2019, o mercado espera que seja anunciada uma nova limitação de provisões.

No entanto, o plano não agrada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que advertiu na quarta-feira que o mundo "nem quer nem precisa" de um aumento dos preços do petróleo e exigiu que a Opep mantenha a produção atual sem mudanças.

Apesar disso, os ministros dos países da Opep e de aliados coincidem em reconhecer a necessidade de restringir a oferta nos próximos meses.