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A atividade empresarial da Zona Euro continuou a abrandar em setembro, um mês em que "se estancou" devido ao aumento das infeções por coronavírus e as medidas de distanciamento, que afetaram a procura.

O avanço do índice PMI compostos da atividade total da Zona Euro publicado esta quarta-feira pela consultora Markit ficou nos 50,1 pontos em setembro, abaixo dos 51,9 de agosto e apenas ligeiramente em cima do umbral de 50 pontos que separa crescimento de caída.

O índice mostra tendências "divergentes" por setores e países, aponta a Markit, já que enquanto a produção industrial acelerou a sua atividade com os novos pedidos, sobretudo na Alemanha, os serviços caíram em linha com o aumento de contágios.

A Alemanha liderou a recuperação em setembro graças à produção industrial, que cresceu ao ritmo mais rápido desde janeiro de 2018, enquanto que França experimentou uma deterioração da atividade devido ao mau comportamento dos serviços.

A perda de emprego continuou em setembro, pelo sétimo mês consecutivo, embora a um ritmo menor graças às melhores expectativas da indústria.

Os pedidos pendentes atenuaram a sua redução, enquanto os preços cobrados caíram pelo sétimo mês consecutivo, apesar do aumento dos custos, causado pela valorização do euro como o encarecimento dos serviços.

Apesar desta situação, as expectativas comerciais para o próximo ano encontram-se em máximos desde fevereiro, devido principalmente ao otimismo relativamente ao fim dos "transtornos" gerados pela pandemia.