EFESão Paulo

A atividade económica no Brasil caiu 0,68% no primeiro trimestre de 2019 frente aos três meses precedentes, um dado que aumenta o receio de um esfriamento da economia nacional, informou esta quarta-feira o Banco Central.

O Índice de Atividade Económica do Banco Central (Ibc-Br), que serve para prever de maneira antecipada o Produto Interno Bruto (PIB) do país, contraiu-se 0,28% em março a respeito de fevereiro.

O índice oficial de crescimento económico do Brasil correspondente ao primeiro trimestre do ano vai ser divulgado no próximo 30 de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O mau desempenho da economia brasileira nos primeiros três meses do ano já tinha ficado refletido em alguns dos indicadores divulgados nos últimos dias pelo IBGE.

O setor de serviços acumulou uma queda de 1,7% nos três primeiros meses de 2019, enquanto a produção industrial caiu 2,2% no período.

As vendas do comércio de retalho, por sua parte, só cresceram 0,3% em volume.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu na véspera que a economia encontra-se no "fundo do poço" e afirmou que a projeção para o crescimento do PIB do país neste ano será rebaixada a 1,5%, abaixo do 2,2% previsto há um mês.

Os especialistas também reviram em baixa as projeções de crescimento para 2019, colocando-as agora em 1,45%, embora esperem uma subida de 2,50% no próximo ano.

O mercado está pendente da aprovação da reforma do sistema de pensões, uma medida que o Executivo considera fundamental para sanear as debilitadas contas públicas do país e endireitar o rumo da economia.

O PIB do Brasil cresceu 1,1% em 2017 e outro 1,1% em 2018, depois de dois anos de dura recessão nos quais o país acumulou uma queda de cerca de sete pontos percentuais.

O Governo de Jair Bolsonaro advertiu que, caso o Congresso brasileiro não conseguir aprovar as medidas das reformas, o país vai entrar em "colapso" nos próximos anos.