EFERio de Janeiro

A atividade económica do Brasil cresceu 0,54% em maio em comparação com abril depois de quatro meses seguidos de retração, segundo um índice divulgado esta segunda-feira que o Banco Central utiliza para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB).

O chamado Índice de Atividade Económica do Banco Central (Ibc-Br), conhecido pelos economistas como a prévia do PIB, mostrou uma reação da maior economia da América do Sul em maio no meio de receios de que o Brasil volte a sofrer uma recessão.

Tal deve-se a que a atividade económica do Brasil tinha registado uma retração de 0,32% em abril frente a março, que se seguiu aos crescimentos negativos de 0,28% em março, de 0,98% em fevereiro e de 0,05% em janeiro.

A última vez que a atividade económica no Brasil cresceu a respeito do mês imediatamente anterior foi em dezembro do ano passado, com uma ligeira subida de 0,15% na comparação com novembro.

De acordo com o emissor, além de ter crescido a respeito de abril, o índice registou em maio uma forte subida de 4,40% na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas neste caso porque a economia brasileira sofreu uma grave crise em maio de 2018 devido a uma greve de camionistas que paralisou o país por onze dias e que obrigou fábricas e lojas a fechar as suas portas.

Segundo o mesmo indicador, nos cinco primeiros meses deste ano a atividade económica do Brasil acumula um crescimento de 0,94%, e nos últimos doze meses até maio uma expansão de 1,31%.

Os dados divulgados esta segunda-feira encorajam uma economia ameaçada por uma nova recessão técnica e por indicadores negativos que obrigaram tanto o Governo como aos economistas a rever abaixo as suas projeções para o crescimento da economia do Brasil este ano.