EFEBruxelas

As associações que representam os setores da aviação comercial e do turismo na União Europeia pediram esta sexta-feira à Comissão Europeia (CE) que interceda para implementar um marco harmonizado de protocolos de viagem no conjunto da UE durante a pandemia.

Numa carta aberta dirigida à presidente da CE, Ursula von der Leyen, um total de vinte e cinco associações e sindicatos que representam 5.000 empresas dessas duas indústrias, que compreendem cerca de 10% do PIB europeu, valorizam as recomendações do Executivo comunitário nesse sentido, mas denunciam que os países estão a ignorá-las.

"Esta caótica situação requer o seu imediato envolvimento pessoal como presidente da Comissão Europeia", assinalam na carta, subscrita por plataformas como Airlines for Europe, Airports Council International Europe, a Associação de Serviços Aeroportuários, a Federação de Trabalhadores do Transporte ou a representação setorial de hotéis e restaurantes, entre outros.

Os assinantes sublinham que precisam "com urgência" que um marco como o que a Comissão propôs para harmonizar a avaliação de riscos "seja apoiado e aplicado plenamente por todos os países europeus".

"Pedimos-lhe que faça deste tema uma prioridade máxima, pedimos-lhe que aborde este problema diretamente com os chefes de Estado e de Governo", acrescentam os representantes europeus do turismo e da aviação.

As restrições à mobilidade no espaço europeu, especialmente as quarentenas, não se baseiam numa análise de riscos, acrescentam na carta, na qual sublinham que essas medidas "não são efetivas para lutar contra a epidemia, e o Centro Europeu para o Controlo de Doenças (ECDC, as suas siglas em inglês) adverte formalmente aos Estados contra tais restrições".

"Junto com os pedidos ativos para evitar viajar ao estrangeiro dentro da Europa, isto significa que os Governos têm demonizado as nossas indústrias e o que é uma parte integral do estilo de vida europeu. Isto deve terminar", acrescentam os assinantes em representação de dois setores que são "de longe os mais afetados" pela pandemia da COVID-19.

"Precisamos desesperadamente de ver um pouco de luz no fundo do túnel", concluem.

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