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O governador do Banco de Espanha, Pablo Hernández de Cos, afirmou esta segunda-feira que o Pacto de Estabilidade e Crescimento, o único instrumento de coordenação da política fiscal que a União Monetária Europeia (UEM) tem atualmente, "não resistiu muito bem à passagem do tempo".

"As nossas regras fiscais demonstraram ser difíceis de cumprir de maneira oportuna, sobretudo pela sua complexidade, e não foram capazes de evitar políticas fiscais procíclicas ao nível nacional", afirmou Hernández de Cos durante a inauguração da Terceira Conferência de Investigação do Banco de Espanha.

De acordo com o governador, a última década demonstrou que a falta de uma ferramenta macroeconómica comum para a zona do euro representou uma grande limitação para o funcionamento da união económica.

Para combater as debilidades institucionais que arrasta o UEM, Hernández de Cos advogou pela criação de um tipo de "ativo seguro comum" que, "bem desenhado", poderia servir para aumentar a efetividade da política monetária e para poder completar a união bancária e dos mercados de capital.

O governador do Banco de Espanha considera que reforçar a união monetária é chave num meio de deterioração macroeconómico global, quando ainda se está a enfrentar o legado da crise anterior, que deixou elevadas taxas de desemprego e níveis persistentes de endividamento.