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O Banco de Espanha prevê uma queda de 60% na atividade turística este ano, tanto em Espanha como à escala global, devido à crise sanitária da COVID-19, e vê poucas hipóteses de atingir níveis de atividade anteriores à pandemia antes do segundo semestre de 2021.

No seu relatório anual, a entidade assinala que mesmo num contexto em que não haja novos surtos da doença e que se possa continuar a avançar em planos de desconfinamento estabelecidos pelas autoridades dos vários países, o caminho da recuperação será "muito gradual".

O relatório dedica uma secção ao turismo, um setor com um grande peso específico no progresso da economia não só pelo que representa do PIB mas também porque, como explica Oscar Arce, diretor geral de Economia e Estatística do Banco de Espanha, por cada euro que não é gasto em turismo, a faturação de outro setor fundamental, como a alimentação, cai 30%.

Enquanto não houver vacina ou tratamento eficaz para a COVID-19 em grande escala, acrescenta o documento, é previsível que a incerteza sobre possíveis surtos da doença continuará a ter uma influência negativa na atividade do sector.

Esta incerteza, juntamente com a deterioração dos rendimentos das famílias e das perspetivas macroeconómicas, é um obstáculo óbvio à recuperação da procura turística nacional e internacional a médio prazo.