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O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, destacou esta segunda-feira o "bom comportamento" da economia espanhola num ambiente de desaceleração económica ao nível global e europeu.

Para De Guindos, este bom comportamento deve-se "fundamentalmente" a dois fatores: que Espanha é competitiva e que conta com um setor financeiro que "não gera nem incertezas nem dúvidas".

"A competitividade e um sistema financeiro saneado são dois elementos diferenciados que espero se mantenham no futuro", já que são os que estão a permitir um crescimento "diferenciado", acrescentou De Guindos durante o seu discurso num evento organizado pela Deusto Business School e a KPMG.

Para De Guindos, a economia espanhola está-se a comportar melhor que outras economias da Zona Euro, embora continue a ter desafios pela frente, tais como o desemprego ou um rácio elevado de dívida pública-PIB.

Relativamente à situação económica da Zona Euro, De Guindos lembrou que a Comissão Europeia apresentou na semana passada uma queda nas suas perspetivas de crescimento, que refletem dados macroeconómicos mais frágeis do que o esperado.

"A desaceleração é bastante evidente", disse De Guindos, que advertiu que entre os vários fatores que estão a afetar a economia, um "fundamental" é a incerteza política que se vive na Europa.

Além disso, assegurou que "o principal risco é que as políticas contrárias à integração tenham mais força". "A única forma de combater estas situações populistas é que a integração europeia tenha mais força", acrescentou.

"As receitas mágicas, simples, não existem", concluiu De Guindos