EFEBerlim

O Banco Central Europeu (BCE) teme que o arrefecimento da economia da Zona Euro se prolongue e diz estar disposto a atuar "como corresponda" para impulsionar a inflação, segundo as atas da última reunião do seu conselho de governo publicadas esta quinta-feira.

O resumo do encontro sobre política monetária, realizado no passado 10, assegura que os últimos dados pedidos pelo BCE "confirmam que o período de crescimento mais lento se estava a estender a este ano" desde o anterior.

"Há sinais que alguns fatores nacionais e setoriais que estavam a travar o crescimento estão a desaparecer, mas o vento de frente global continua a arrastar a atividade na Zona Euro e a afetar o sentimento económico", assegura o texto.

Segundo a sua opinião, os principais riscos para a economia do bloco provêm principalmente da "escalada dos conflitos comerciais" e das "incertezas que rodeiam a retirada do Reino Unido da UE".

Os "riscos que cercam a previsão de crescimento tendem para o lado de baixa", segundo os especialistas do BCE, que no entanto sublinham a "baixa probabilidade" que a Zona Euro caia em recessão.

Este arrefecimento económico afeta também a inflação e portanto a atividade do BCE, cujo principal mandato é manter o aumento dos preços perto mas abaixo de 2%, tarefa que não alcançaram de forma consistente nos últimos anos apesar da aplicação de políticas monetárias não convencionais de caráter expansivo.

Assim, consideram que é "provável" que a inflação geral "caia nos próximos meses", algo que desperta "alguma preocupação".

Os membros do conselho de governo destacaram que a inflação persiste "de forma incómoda abaixo do alvo" da autoridade monetária e que as expectativas do mercado a respeito dos preços caíram.

Por este motivo, "reiteraram a sua determinação a estar dispostos a ajustar todas as ferramentas da política monetária como corresponda para assegurar que a inflação continue a movimentar-se para o seu objetivo de forma sustentável".

O lado positivo desta situação é que a "deterioração" que se vê na inflação, na opinião do BCE, "reflete principalmente a resposta à previsão económica mais frágil" e não uma queda das expectativas.