EFEWashington

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, afirmou esta terça-feira que a relação da instituição com a China evoluiu, pelo que o país deve pedir menos empréstimos e ampliar as suas contribuições face ao futuro.

"A China tem que pedir menos emprestado e dar mais contribuições. A relação com o Banco Mundial evoluiu", afirmou Malpass num evento organizado pelo Peterson Institute em Washington.

Malpass ressaltou que a China obteve um grande progresso económico nas últimas décadas e por isso não pode manter o mesmo tipo de ligação com o Banco Mundial.

Por isso, segundo Malpass, no último plano estratégico elaborado com o país, a instituição enfatizou o desenvolvimento de serviços e medidas para encarar desequilíbrios ambientais e sociais, o estabelecimento de metas para reduzir a poluição, ampliar a eficiência enérgica e melhorar o acesso da população à educação e à saúde.

A China foi em 2017 o país que mais recebeu empréstimos do Banco Mundial, seguida da Índia e Indonésia. Naquele ano, o valor destinado aos chineses foi de 2,42 mil milhões de dólares.

O montante caiu desde então, para 1,78 mil milhão em 2018 e 1,33 mil milhão em 2019, valor que deixa a China na sexta posição no ranking.

Antes de assumir o cargo, Malpass era um forte crítico do multilateralismo e chegou a afirmar que o Banco Mundial tinha ido longe demais, especialmente no crédito cedido à China, que, para ele, deixou de ser um país em desenvolvimento.

No entanto, antes de ser nomeado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir o cargo, Malpass diminuiu o tom das suas críticas. Durante o período que ocupou o posto de vice-secretário do Tesouro dos EUA, foi inclusivamente responsável pela aprovação de um incremento de 13 mil milhões no capital da instituição.