EFENova Iorque

A Boeing e a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) começaram esta segunda-feira os voos de teste do controverso 737 Max para demonstrar que o modelo agora é capaz de viajar com segurança graças ao novo software de controlo.

Os voos começaram na segunda e serão repetidos nos próximos três dias, de acordo com um comunicado da FAA, que explicou que a primeira aeronave descolou do aeródromo da Boeing em Seattle às 9h55 locais (16h55 GMT).

Esses testes representam um passo importante no esforço da empresa para colocar o seu modelo mais vendido de volta no ar. O 737 Max foi penalizado em março de 2019 após dois acidentes fatais, na Indonésia e na Etiópia, que mataram 346 pessoas no total.

A crise custou à Boeing bilhões de dólares, incluindo a indemnização que deve pagar às vítimas e companhias aéreas. Também levou à demissão do diretor executivo, colocando a solidez da empresa em debate e deixando o supervisor na mira dos holofotes por causa da pressa em construir e aprovar a aeronave. Os testes de certificação serão realizados pelos pilotos e engenheiros da FAA e da fabricante.

"Os testes devem durar três dias e incluirão uma ampla gama de manobras de voo e procedimentos de emergência para permitir à agência avaliar se as mudanças atendem aos padrões de certificação da FAA", disse a Administração num comunicado divulgado esta segunda-feira e semelhante a um e-mail enviado domingo ao comité de supervisão do Senado e da Câmara.

Se os testes forem bem sucedidos, poderão passar meses até que os aviões sejam considerados prontos para voar novamente. Se a FAA identificar outros problemas, a Boeing poderá precisar de fazer mudanças adicionais.

"Vamos retirar a ordem para (o 737 Max) permanecer em terra apenas quando estivermos satisfeitos de que a aeronave atende aos padrões de certificação", destaca o comunicado.