EFEPequim

As bolsas asiáticas caíram hoje como consequência das novas tarifas anunciadas na última noite pelos Estados Unidos contra importações chinesas no valor de 200.000 milhões de dólares, que intensificam a guerra comercial iniciada na semana passada.

As perdas foram ainda maiores no início e a meio do dia, embora tenham depois recuperado ligeiramente graças aos que procuram oportunidades a bom preço.

O Nikkei, principal índice da Bolsa de Tóquio, fechou com uma descida de 1,19%, enquanto o segundo indicador, o Topix, caiu 0,83%, afetados pelo último capítulo da guerra comercial entre as duas principais potências mundiais.

Tóquio rompeu uma sequência de três dias de lucro, que nem sequer a catástrofe causada pelas chuvas torrenciais no centro e oeste do país tinha conseguido quebrar, arrastada pelo anúncio de novas tarifas por parte dos EUA sobre as importações chinesas que fez cambalear os mercados asiáticos.

O índice Nikkei chegou a perder quase 2% durante a primeira metade da negociação, após os acionistas reagirem com pânico à medida anunciada terça-feira, mas conseguiu cortar a queda durante a tarde graças à recompra de títulos.

Tóquio viu-se fortemente sacudida nas últimas semanas por cada episódio da guerra comercial aberta entre os EUA e a China, os seus dois maiores parceiros comerciais.

O mesmo aconteceu em Seul, onde o anúncio do presidente americano, Donald Trump, quebrou uma sequência positiva de três dias consecutivos de ganho, levando a uma perda de 0,59% no índice Kospi, com os seus valores de referência, Samsung Electronics, o fabricante de chips SK Hynix e o gigante farmacêutico Celltrion, a caírem 0,65, 0,57 e 1,6%, respetivamente.

Em Hong Kong, o Hang Seng voltou hoje às perdas, com uma queda de 1,29%. O principal índice de Hong Kong perdeu 8,85% no último mês.

As quedas foram maiores nas bolsas chinesas. Em Xangai, o índice geral desceu 1,85%, enquanto o de Shenzhen, onde os títulos tecnológicos são muito importantes, cedeu 1,97%.