EFENom Pen

O alto representante da União Europeia para Assuntos Externos, Josep Borrel, afirmou esta sexta-feira que as sanções económicas da UE contra a Rússia como represália à invasão da Ucrânia "estão a ter efeito" e advertiu de que "a economia russa vai pagar um preço muito alto" pela guerra.

Borrell recordou que a UE vai continuar a apoiar a Ucrânia, "fornecendo armamento e pressionando a economia russa através das sanções", disse o diplomata espanhol em declarações à Efe em Nom Pen (Camboja), onde se encontra para assistir à reunião ministerial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

"Essas sanções estão a ter efeito. A economia russa vai pagar um preço alto pela guerra que Putin decidiu começar e que decide manter", ressaltou o chefe da diplomacia europeia, que na quinta-feira falou com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, sobre "fazer retroceder" a Rússia na Ucrânia.

"Falámos de continuar a apoiar a Ucrânia, rejeitar a invasão russa. Falámos de manter o apoio necessário para que a Ucrânia defenda a sua integridade territorial e se respeite o direito internacional", disse Borrell sobre este encontro no âmbito da reunião da ASEAN, à qual, além de Blinken e Borrell, também está convidado o seu homólogo russo, Sergey Lavrov.

O chefe da diplomacia europeia descartou uma reunião com Lavrov durante o evento e, em tom sarcástico, disse que o hotel onde se realiza a reunião de chanceleres "é suficientemente grande para não ter que interagir".

"Vim aqui para falar com os países do Sudeste Asiático", afirmou.

Borrell ressaltou a importância de desmontar a narrativa russa que atribui a subida mundial dos preços dos combustíveis e a escassez de alimentos às sanções impostas pela UE.

"É uma mentira dizer que é culpa das sanções. Não, a culpa é vossa (Rússia), vocês bloquearam os cereais ucranianos", afirmou.

O chanceler europeu ressaltou que "ninguém pode permanecer neutro" face à invasão russa na Ucrânia porque isso é o equivalente, "na prática, a apoiar a Rússia".