EFEBruxelas

A Comissão Europeia (CE) está disposta a investir até 2.000 milhões de euros em infraestruturas petrolíferas nos países com mais dificuldades para se afastar-se do crude russo, tais como a Hungria, Eslováquia ou a República Checa.

"Enquanto na maioria dos casos o mercado mundial permite uma substituição rápida e eficaz, alguns Estados-membros são mais dependentes do petróleo russo por oleoduto", pelo que são "precisos investimentos muito limitados e específicos para garantir a segurança do petróleo", de acordo com o plano "Repower EU" da Comissão para afastar rapidamente a UE dos hidrocarbonetos russos.

O Executivo comunitário prevê verbas orçamentais tanto para o transporte do crude como "investimentos específicos na reconfiguração e melhoria das refinarias de produtos derivados do petróleo".

Como o petróleo russo é mais pesado que outros, como o saudita, há países, tais como a Hungria, com refinarias preparadas para esse tipo de crude que requerem "mudanças tecnológicas".

"Espera-se que o investimento total necessário para garantir a segurança do fornecimento de petróleo ascenda a entre 1.500 e 2.000 milhões de euros", acrescenta a CE.

Bruxelas propôs um sexto pacote de sanções contra Moscovo que pretende proibir gradualmente as compras de petróleo russo na UE, que em 2021 ascenderam a 74.0000 milhões de euros.

O pacote de sanções encontrou a oposição da Hungria e fortes reticências de outros países como a Eslováquia e a República Checa, assim como de Estados com negócios no transporte marítimo como Grécia, Chipre ou Malta.

Fontes comunitárias indicaram que no caso da Hungria, governada por Viktor Orbán, o maior aliado do presidente russo, Vladimir Putin, na UE, os investimentos seriam de "centenas de milhões" de euros.

Porém, estes estarão condicionados ao respeito das normas do Estado de direito por parte de Budapeste, como a CE tem vindo a exigir.