EFEBruxelas

A Agência Europeia para a Segurança Aérea (EASA) e o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) recomendam que não se obrigue a fazer quarentena nem teste de coronavírus a quem viaja entre zonas de situação epidemiológica similar dentro da União Europeia (UE).

"As pessoas que viajam durante a pandemia de covid-19 não devem ser consideradas automaticamente de alto risco de propagação da infeção a menos que tenham estado em contacto conhecido com um caso positivo confirmado, segundo as novas normas europeias para viagens aéreas", indicou esta quarta-feira em comunicado a Comissão Europeia (CE), de quem a EASA e o ECDC dependem.

Estas duas agências, responsáveis pela análise do impacto das viagens -por via aérea- em relação à propagação do Sars-CoV-2, concluem, com base em provas científicas, que "se estima que o número de novos casos de coronavírus entre os passageiros é menor que o da população em geral".

"Além disso, as medidas já implementadas para a aviação minimizam a probabilidade de transmissão em voo", acrescentou o executivo da UE, referindo-se a estas diretrizes técnicas para facilitar o tráfego seguro de passageiros na União Europeia.

Embora excluam as quarentenas preventivas e os testes de viagem, estas agências recomendam "vivamente" que sejam fornecidas aos viajantes "informações completas sobre a situação epidemiológica no país de destino e as medidas em vigor nos aeroportos e a bordo dos aviões para impedir a transmissão".

A comissária dos Transportes, Adina Valean, salientou que embora seja necessário respeitar as regras de segurança, tais como a distância social, os passageiros não devem ser considerados como indivíduos "de alto risco de transmissão da covid-19 quando viajam entre países com a mesma situação epidemiológica".

A comissária da Saúde, Stella Kyriakides, alertou, por sua parte, para os perigos de acelerar o desconfinamento no período que antecede o Natal.

"As festividades do fim de ano serão diferentes. Isto é inevitável. Este ano, salvar vidas deve vir primeiro. Não queremos cancelar o Natal, queremos que seja seguro para todos", disse.

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