EFEFrankfurt (Alemanha)

O Bundesbank e os ministros de Finanças dos países do G20 propuseram à presidência argentina que a regulação das criptomoedas esteja na agenda da próxima cimeira deste grupo.

O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, disse hoje num simpósio sobre dinheiro em metálico que visto que a lavagem de dinheiro e as criptomoedas se oferecem como meio para financiar o terrorismo a nível global, "está claro que uma regulação nacional ou europeia só pode ter um efeito limitado".

Weidmann considerou que é importante aplicar a regulação contra a lavagem de dinheiro e impedir que as criptomoedas se utilizem como meio para financiar o terrorismo.

Agora trabalha-se a nível europeu sobre as linhas diretrizes contra a lavagem de dinheiro com o objetivo de que os gestores de casas de câmbio e bolsas de dinheiro eletrónico controlem os seus clientes da mesma maneira que outros institutos financeiros, segundo o presidente do Bundesbank.

Weidmann disse que, por enquanto, os riscos para a estabilidade financeira derivados das criptomoedas são limitados, mas "isto poderá mudar se os bancos investirem numa medida mais forte" nelas, se os investidores puserem à disposição dinheiro para especular em moedas digitais ou se as criptobolsas retirarem liquidez.

"Por isso, os bancos devem cobrir esses riscos com suficiente capital", disse Weidmann.

O presidente do Bundesbank descarta a possibilidade de que o dinheiro digital vá competir com o dinheiro em metálico e considera que os bancos centrais não deveriam emitir dinheiro digital no futuro devido aos efeitos que poderá ter para o setor financeiro e na política monetária.

Weidmann disse que as criptomoedas, entre elas o bitcoin e mais outras 1.500, não são moedas e deveriam chamar-se "token", e que uma transação com bitcoin consome 460.000 vezes mais eletricidade que uma transferência bancária habitual.

A volatilidade com o bitcoin é seis vezes mais elevada que a do índice bolsista S & P 500 e 13 vezes maiores que a do ouro.

Por isso, o "bitcoin é ineficiente desde o ponto de vista económico e ecológico", segundo o presidente do Bundesbank.