EFEBruxelas

A Comissão Europeia constatou que estão a ser utilizadas até 15 formas diferentes de verificação do certificado digital covid e, segundo disse esta quinta-feira, "algumas delas" envolvem "duplicidades evitáveis".

Alguns países da União Europeia outorgaram aos aeroportos a responsabilidade de verificar o documento, outros, por sua vez, pediram às companhias aéreas que o fizessem, enquanto em alguns Estados-membros ambos têm a obrigação de comprovar a sua validade.

Há também países onde as autoridades verificam novamente o certificado digital covid quando os passageiros chegam ao aeroporto de destino.

Para evitar esta variedade de procedimentos e duplicidades, Bruxelas recomendou aos países da UE que o documento seja comprovado antes de os viajantes chegarem ao aeroporto, sugerindo a altura do check-in online, por exemplo.

Este método tem "as vantagens operativas de verificar os documentos relacionados com a saúde dos passageiros num só local e antes de chegar ao aeroporto de partida e não requer uma implementação técnica demasiado complexa", disse o Executivo comunitário num documento sobre a harmonização do uso do certificado na UE publicado esta quinta-feira.

As companhias aéreas e os aeroportos, numa carta enviada recentemente à CE, também apostaram por esta opção de modo a evitar longas filas entre os viajantes.

Bruxelas assegurou que desde a entrada em vigor do certificado, a 1 de julho, ainda não houve "grandes" congestões nos aeroportos, mas que o objetivo é continuar a evitá-las, dado que se espera que o tráfico aéreo recupere este verão entre 50% e 60% relativamente aos níveis de 2019, antes da pandemia.

Segundo a Comissão Europeia, foram emitidos até agora 270 milhões de certificados com validade em mais de 30 países.