EFEBruxelas

A Comissão Europeia multou esta quinta-feira os bancos Barclays, RBS, HSBC e Credit Suisse com 344 milhões de euros por participar num caso de manipulação no mercado de onze divisas, entre elas o euro, o dólar americano e a libra esterlina.

O UBS também participou no acordo ilegal, mas evitou uma multa de 94 milhões de euros por ter revelado às autoridades comunitárias a existência do mesmo, informou a instituição europeia em comunicado.

Mais especificamente, a sanção ao HSBC ascende a 174,3 milhões, enquanto Barclays e RBS terão que pagar 54,3 milhões e 32,5 milhões, respetivamente.

Estas três entidades beneficiaram de uma redução de 10% por colaborar na investigação, um comportamento que o Credit Suisse não seguiu, pelo que enfrenta uma multa de 83,3 milhões de euros.

"A nossa decisão de multar o UBS, Barclays, RBS, HSBC e Credit Suisse envia a clara mensagem de que a Comissão (Europeia) continua comprometida em garantir um setor financeiro sólido e competitivo que é essencial para o investimento e crescimento", assegurou a vice-presidenta do Executivo comunitário e responsável pela política de Concorrência, Margrethe Vestager.

Bruxelas concluiu na sua sexta investigação sobre o mercado de divisas que alguns operadores financeiros trocaram informação "sensível" em nome destes bancos nos mercados do euro, libra, iene, francos suíços, dólares americanos, canadianos, australianos e neozelandeses e coroas dinamarquesas, suecas e norueguesas.

Partilhar esta informação permitiu-lhes "adotar decisões informadas de mercado sobre se vender ou comprar, e quando o fazer, divisas que tinham nas suas carteiras", assim como "identificar oportunidades para a coordenação" das suas estratégias, evitando por exemplo interferir no mercado em momentos em que outro banco do grupo estava já a operar.

A investigação da Comissão Europeia, batizada como Sterling Lads, completa uma campanha mais ampla contra os casos de manipulação no mercado de divisas.

Noutras investigações anteriores, além dos presentes nesta última, estavam envolvidos outras entidades financeiras como o Citigroup, JM Morgan ou Banco de Tóquio-Mitsubishi (agora chamado Banco MUFG).

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