EFEBruxelas

A Comissão Europeia pediu esta quarta-feira aos países da Zona Euro que mantenham um apoio fiscal moderado em 2022 e que as medidas de emergência adotadas em resposta à pandemia de covid-19 se movam gradualmente para investimentos que promovam a recuperação.

A mensagem está entre as recomendações para os países da Zona Euro feitas no âmbito do "Semestre Europeu", o principal mecanismo de coordenação das políticas económicas e sociais na UE.

O relatório de Bruxelas faz especial ênfase no pedido aos países para que mantenham uma política fiscal ágil que permita reagir na eventualidade da pandemia piorar.

Caso as condições económicas o permitam, os países "devem aplicar políticas fiscais destinadas a conseguir posições orçamentais prudentes a médio prazo e garantir a sustentabilidade da dívida, melhorando em simultâneo o investimento", acrescenta a CE.

O Executivo comunitário recomenda aos países da Zona Euro que, entre 2022 e 2023, continuem a utilizar e coordenar políticas nacionais fiscais para apoiar uma recuperação sustentável.

Além disso, pede-lhes que continuem a trabalhar para completar a união bancária, fortalecer o papel internacional do euro e apoiar o processo de criação de um euro digital.

Outras sugestões correspondem à promoção de políticas que abordem o planeamento fiscal agressivo, a fuga e evasão fiscal e a supervisão da eficácia dos pacotes de apoio às políticas para as empresas.

A CE pede também reformas para abordar os problemas no investimento e medidas para garantir a eficácia e bom uso dos fundos da União.

Por outra parte, os países devem garantir a estabilidade macrofinanceira e manter os canais de crédito à economia.

SITUAÇÃO ECONÓMICA NA ZONA EURO

O relatório da Comissão recorda que, depois da profunda recessão de 2020 causada pela pandemia, a economia da Zona Euro está a experienciar uma sólida e rápida recuperação.

O crescimento do PIB no segundo trimestre de 2021 superou as expectativas e, segundo as previsões económicas de outono de 2021, o PIB da Zona Euro irá crescer 5,0% em 2021.

No segundo trimestre de 2021, sete países da Zona Euro já tinham recuperado os seus níveis de PIB anteriores à crise, e prevê-se que o PIB anual da Zona Euro cresça 4,3% em 2022.

De acordo com o documento, o aumento da dívida pública (de 85,5% do PIB em 2019 a 100% do PIB em 2021) reflete o efeito combinado da contração da produção e o impacto das políticas para responder à pandemia.

A Comissão indica que, dado que os níveis de endividamento já eram elevados em alguns Estados-membros da Zona Euro, grande parte desta região terá como objetivo a "redução da dívida gradual, contínua e favorável ao crescimento".

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