EFEBruxelas

A Comissão Europeia pediu esta quarta-feira "reciprocidade" a Washington para que os cidadãos europeus completamente vacinados possam viajar para os Estados Unidos, pois a União Europeia permite aos cidadãos dos EUA fazer o contrário.

"Fizemos a nossa parte, incluímos os Estados Unidos na lista de países para os quais são permitidas viagens não essenciais, e agora a bola está no seu lado do campo", disse o vice-presidente do Executivo comunitário, Margaritis Schinas, numa conferência de imprensa para lançar uma nova plataforma para enfrentar incidentes cibernéticos.

"Temos um certificado Covid europeu que foi obtido em tempo recorde e certifica que o viajante não representa um risco para os outros", acrescentou Schinas.

O Executivo comunitário discutiu o assunto esta terça numa conversa com a secretária de Administração Interna dos EUA, Deb Haland, e o procurador-geral, Merrick Garland.

"Insistimos muito em que a narrativa das relações EUA-UE está a mudar, mas estas novas relações não devem permanecer apenas ao nível dos políticos ou dos militares. Queremos também concentrar-nos na relação antropocêntrica", salientou Schinas.

A UE acordou em maio abrir as suas fronteiras a viajantes de países terceiros amplamente vacinados ou cujo estatuto epidemiológico seja favorável, incluindo os Estados Unidos.

Os países da UE acordaram então permitir a entrada a pessoas que tenham sido vacinadas 14 dias antes da viagem com qualquer vacina autorizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), embora a decisão tomada em Bruxelas seja uma recomendação, uma vez que são os Estados-membros que têm poderes em matéria de controlo fronteiriço.