EFEPequim

O Governo da China anunciou esta quinta-feira ter chegado a acordo com os Estados Unidos para eliminar gradualmente as tarifas que as duas partes impuseram durante a guerra comercial iniciada em março de 2018.

O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, disse durante uma conferência de imprensa que falta apenas aos dois países dar um passo para abolir as tarifas e cumprir a chamada "primeira fase" de um acordo entre as potências para resolver o conflito.

Ainda segundo Gao, esse cancelamento de tarifas será uma condição para continuar a avançar em direção a um acordo definitivo.

Gao disse que as equipas de negociação da China e dos EUA chegaram a consenso após conversas "extensas, construtivas e sérias" realizadas nas últimas semanas.

"Os dois lados concordaram em eliminar as tarifas à medida que avançam as conversas. Se China e EUA chegarem a um acordo na 'primeira fase', os dois lados deverão eliminar as tarifas simultaneamente e na mesma proporção", afirmou.

Segundo Gao, as equipas de negociação esperam resolver o conflito "com base na igualdade e no respeito mútuo".

No último dia 26 de outubro, o Governo chinês confirmou o andamento das negociações para um acordo comercial parcial e assegurou que as consultas técnicas sobre parte do texto já tinham sido concluídas.

Já o presidente americano, Donald Trump, descreveu o acordo como uma "primeira fase" de um processo que pode ser desenvolvido em até três etapas e deixou de lado os seus planos de aumentar as tarifas sobre as importações de produtos chineses.

Até ao momento, nenhum governo forneceu detalhes do acordo. Mas Trump disse incluir algumas medidas relacionadas com a desvalorização da moeda chinesa e questões de propriedade intelectual, embora não aborde a transferência forçada de tecnologia na China, uma questão que será discutida "na segunda fase".

O acordo também não resolve a questão dos vetos de exportação que afetam a empresa chinesa Huawei, algo que está a ser negociado num processo paralelo.