EFEPequim

A China anunciou esta segunda-feira que impôs sanções às empresas norte-americanas Lockheed Martin, Boeing Defense e Raytheon pelo seu envolvimento num pré-acordo de venda de armas a Taiwan no valor de 1.800 milhões de dólares (1.519 milhões de euros).

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Zhao Lijian, citado pelo Global Times, disse que as sanções são "em resposta à venda de armas" e também atingem "outros indivíduos e entidades", embora não tenha especificado os detalhes.

Zhao disse na semana passada que a China daria "uma resposta legítima" após o Departamento de Estado dos EUA ter anunciado a sua intenção de vender a Taiwan três lotes de armas que incluem mísseis SLAM-ER e unidades HIMARS, um sistema de lança-mísseis múltiplo ligeiro.

Para que a venda se materialize, esta deve ser aprovada tanto pelo Congresso dos EUA como pelo Parlamento taiwanês, de acordo com a agência oficial taiwanesa CNA.

Esta é a segunda vez que a China impõe sanções à empresa de armamento norte-americana Lockheed Martin.

Taiwan considera-se um território soberano com Governo e um sistema político próprio sob o nome de República da China desde o fim da guerra civil entre nacionalistas e comunistas em 1949, mas Pequim mantém que é uma província rebelde e insiste que regresse ao que chama de pátria comum.