EFELisboa

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal suspendeu esta terça-feira pela segunda vez a cotação das ações dos grupos de comunicação Media Capital -propriedade da espanhola Prisa- e a Cofina, imersas em negociações pelo canal TVI.

Em comunicado, a CMVM afirmou que decidiu suspender a cotação na Bolsa de Lisboa dos dois grupos, como já fez em agosto passado, à espera da "divulgação de informação relevante ao mercado".

A suspensão das ações acontece horas depois da Cofina enviar um comunicado à CMVM, no qual indicava que "decorrem profundas negociações" com a Media Capital e que estas se têm desenvolvido "de forma muito intensa nas últimas horas", embora tenha precisado que não se pode avançar uma data de acordo final.

Era a reação da Cofina às informações publicadas pelo semanário português Expresso, que auguravam uma resolução iminente das conversas e que despertou o interesse dos investidores.

Esta é a segunda vez que a CMVM decide suspender a cotação de ações de ambas partes enquanto aguarda por informação relevante.

A primeira ocorreu no passado 14 agosto e foi levantada dois dias mais tarde, uma vez oferecidas as pertinentes explicações por parte da Cofina.

A Cofina é um dos maiores grupos de comunicação de Portugal e inclui meios como o sensacionalista "Correio da Manhã" -o jornal mais vendido do país-, o desportivo "Record", o económico "Jornal de Negócios" e a revista "Sábado".

A TVI faz parte do grupo Media Capital, propriedade da Prisa e que também integra várias emissoras de rádio e a produtora de conteúdos Plural Entertainment, entre outros.

A Prisa tentou vender no ano passado a totalidade do grupo à francesa Altice, uma operação que avaliava a companhia em cerca de 440 milhões de euros, mas que não avançou devido à falta de autorização da Autoridade da Concorrência portuguesa.