EFEBruxelas

A Comissão Europeia pretende investir 300.000 milhões de euros até 2027 em infraestruturas na América Latina, África e no Sudeste Asiático em setores como os de transporte, energia, digitalização e educação, segundo um plano apresentado esta quarta-feira.

"Este é o projeto da União Europeia (UE) para um grande investimento no desenvolvimento de infraestruturas em todo o mundo", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von de Leyen, em conferência de imprensa.

"Queremos mostrar que uma abordagem baseada em valores democráticos pode responder aos desafios mais urgentes", disse Von der Leyen, em alusão à nova Rota da Seda chinesa, com a qual o projeto pretende competir.

Como exemplos, Von der Leyen citou investimentos para produzir hidrogénio sustentável e a instalação de cabos submarinos para permitir a troca de dados entre continentes.

Para financiar os investimentos, Bruxelas quer contar com as instituições financeiras da União Europeia, além do setor privado.

Mas Von der Leyen também enfatizou a "liderança política" do plano e ressaltou que "o primeiro teste" deste projeto será a cimeira entre UE e União Africana, no próximo ano.

A política alemã destacou que o programa também "beneficia a UE porque também se trata dos nossos interesses estratégicos no mundo".

"Ao ajudar os outros, a UE também contribuirá para a promoção dos seus próprios interesses, reforçando a resiliência das suas cadeias de abastecimento e abrindo mais oportunidades comerciais para a economia da UE, onde cerca de 38 milhões de empregos dependem do comércio internacional", informou o documento.

"Não estamos sozinhos. Temos outros parceiros que pensam da mesma maneira e que estão a planear a mesma coisa", disse Von der Leyen, que deu o exemplo do programa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com o lema "Construir um mundo melhor".