EFEEstrasburgo (França)

O Grupo de Peritos contra a Corrupção do Conselho da Europa (Greco) pediu esta quinta-feira aos 47 países membros uma "gestão mais rigorosa" dos fundos para lidar com a crise da covid, tendo em conta as somas significativas em jogo.

O presidente do Greco, Marin Mrcela, afirmou na apresentação do seu relatório anual que, numa altura em que os países enfrentam situações de emergência, concentração de poderes, revogação de direitos e liberdades e medidas de apoio económico para aliviar a crise, "o risco de corrupção não deve ser subestimado".

"É crucial que todas as decisões e procedimentos sejam feitos com transparência, integridade e que se prestem contas".

A secretária-geral do Conselho da Europa, Marija Pejcinovic, acrescentou que os governos "devem redobrar os seus esforços para assegurar que todas as políticas e ações sejam orientadas para o combate à crise económica e de saúde pública, em conformidade com as normas anticorrupção".

No relatório "lamenta-se profundamente" que haja em alguns Estados "tentativas conspícuas" por parte dos poderes legislativo e executivo de "subjugar o poder judicial", em referência à Polónia e Hungria, disse num encontro com jornalistas.

Mrcela criticou ainda o uso do poder judicial "para fins partidários", o assédio de jornalistas, as promessas de "substituir instituições com as quais os políticos não concordam" e o uso de notícias falsas e redes sociais para multiplicar a mensagem.