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As longas filas de veículos nas bombas de gasolina britânicas continuam esta terça-feira, assim como a frustração cidadã, enquanto os condutores de camiões do Exército estão preparados caso tiverem de ajudar no transporte de combustível até aos postos.

A medida foi adotada ontem pelo Executivo britânico face ao agravamento da crise desencadeada no Reino Unido causada pela falta de motoristas e pelo pânico dos cidadãos por ficarem sem combustível, o que levou ao aumento da procura.

Por ordem do Governo, os motoristas militares -que irão receber treino de emergência- vão levar a gasolina aos postos "onde é mais necessária e para dar maiores garantias de que o abastecimento de combustível continua a ser robusto", segundo um comunicado do Governo divulgado na noite de segunda.

A falta de gasolina e gasóleo nas bombas está a ser especialmente preocupante para a Associação Médica Britânica (BMA, sigla em inglês), que advertiu esta terça-feira que os seus profissionais de saúde "não se podem dar ao luxo" de ficar horas à espera para encher o depósito e pediu ao Governo que garanta o acesso aos trabalhadores considerados essencial.

O vice-presidente do conselho da BMA, David Wrigley, disse hoje à Times Radio que os trabalhadores do setor "entram no carro nervosos, a olhar para o contador e perguntando se terão o suficiente para realizar o seu dia de trabalho".

"Não podemos esperar duas ou três horas na fila para encher o depósito quando temos pacientes à espera, por isso pedimos ao Governo que adote medidas hoje, que estabeleça um plano e nos diga o que está a acontecer", alertou.

O Governo aprovou uma extensão do prazo de validade das licenças de motoristas de mercadorias perigosas -autorizados a transportar gasolina- que prolonga até fevereiro de 2022 a validade das licenças que expiram daqui até ao final do ano.