EFEAtenas

As instituições credoras da Grécia começaram esta segunda-feira em Atenas a sua quarta avaliação do período pós-resgate, durante a qual devem analisar o programa de alívios fiscais anunciados pelo primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, no início de setembro.

Além disso, vão examinar a gestão da pasta de dívida morosa dos bancos, o impacto financeiro da lei que permite a todos os devedores com o Fisco, Segurança Social e os municípios pagar as suas dívidas em até 120 prazos mensais e o progresso das privatizações.

A visita dos representantes da denominada tétrade -Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE), Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e Fundo Monetário Internacional (FMI)-, com a duração de três dias, faz parte da supervisão reforçada que inclui controlos trimestrais da economia grega.

A Grécia deve gerar um excedente primário -que exclui o serviço da dívida- de 3,5% do produto interno bruto (PIB) até 2022, e as medidas que Mitsotakis anunciou representam uma redução das receitas de Estado em 1.230 milhões de euros em 2020.

O primeiro-ministro comprometeu-se também a não revogar as medidas sociais aprovadas pelo Governo anterior de Alexis Tsipras em maio passado, uma redução anual das receitas de Estado de mais de 1.000 milhões de euros.

O Governo e o banco central do país defendem que os alívios fiscais e as restantes reformas favoráveis ao empresariado vão acelerar o crescimento económico em 2020 -2,3% do PIB, segundo as estimativas da CE- e não excluem que chegue a 3%.

A respeito da legislação que permite a devolução de créditos em até 120 prazos mensais a algumas instâncias estatais, o Governo assegura que contribuirá para melhorar a arrecadação do Estado.

Os especialistas da tétrade vão além disso estudar a situação da dívida morosa dos bancos, considerada o principal travão do crescimento económico, pois totalizaram 81.800 milhões de euros (mais de 40% do PIB) no final de 2018.

Outros assuntos da supervisão são o progresso das privatizações, que vão atrasadas e que o Executivo atual promete acelerar, e a redução das dívidas do Estado com empresas e pessoas.