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O número de desempregados registados nos serviços públicos de emprego de Espanha diminuíu em 290.193 pessoas durante 2017, até situar-se em 3.412.781, o nível mais baixo ao terminar um ano desde 2008, quando começou a crise económica.

Além disso, a afiliação média à Segurança Social aumentou em 611.146 trabalhadores durante 2017, até aos 18.460.201, após somar 42.444 ocupados em dezembro (mais 0,23%). Este aumento anual representa o maior aumento desde 2005.

Segundo os dados publicados hoje pelo Ministério espanhol de Emprego, o número de desempregados caiu em dezembro em 61.500 pessoas a respeito de novembro, frente ao aumento médio de 40.000 pessoas dos últimos oito anos nesse mesmo mês.

Em termos relativos, a queda anual do desemprego foi de 9,54%, o que representa a descida mais acentuada desde 1999, enquanto o total de desempregados se mantém nos níveis mais baixos dos últimos sete anos.

Por setores económicos, a descida anual concentrou-se no setor dos serviços (menos 153.252 trabalhadores), seguido da construção (61.742), indústria (39.008), o grupo sem emprego anterior (21.927) e agricultura (14.264).

Por regiões, as maiores quedas foram para a Andaluzia (menos 57.713), Catalunha (35.627) e Madrid (35.401).

O número de contratos assinados no mês passado foi de 1.652.016, maior parte dos quais temporários.

No entanto, foram assinados 1,9 milhões de indefinidos em todo o ano -o melhor dado da última década-, enquanto que os temporários foram 19,57 milhões.

O total de ocupados no final do ano (18.460.201) representa o segundo maior número desde dezembro de 2008, ultrapassado apenas em julho de 2017 (18.489.329).