EFEBruxelas

A diferença no desemprego entre homens e mulheres manteve-se em novembro tanto na União Europeia (UE) como na Zona Euro, segundo dados publicados hoje pelo escritório estatístico europeu, Eurostat, que revelam as maiores lacunas de género relativamente ao desemprego em países como Espanha ou Itália.

A taxa de desemprego afeta em maior medida as mulheres, com 8,3% nos dezanove países que compartilham a moeda única e 6,9% no conjunto da UE, frente a 7,6% e 6,5% no caso dos homens.

No total, a taxa de desemprego caiu em novembro uma décima na Zona Euro a respeito de outubro, até 7,9%, e manteve-se estável em 6,7% no conjunto da UE no mesmo mês.

Segundo estes dados, o número registado na Zona Euro é o mais baixo desde novembro de 2008, enquanto no caso dos Vinte e oito continua a ser o mais baixo desde o início do registo da série mensal do desemprego em janeiro de 2000.

Em Espanha, o número mantém-se como o segundo mais alto da UE e apenas atrás da Grécia, com 14,7%, menos uma décima do que em setembro.

O Eurostat apresenta dados por género, que mostram a existência de uma diferença de género em quinze dos vinte e oito Estados membros da União Europeia.

Uma das diferenças mais pronunciadas deu-se em Espanha, onde o desemprego masculino ficou em 13,3% e o feminino em 16,3%.

Por outro lado, em França a taxa foi igual em homens e mulheres, enquanto em países como a Roménia aconteceu a situação inversa, dado que está mais acentuada no género masculino (4,4%) que no feminino (3,1%), como também acontece na Alemanha (3,7% frente a 2,9%).

Quanto ao desemprego juvenil -menores de vinte e cinco anos-, a taxa espanhola continua a ser das mais altas da UE, junto às de Itália (31,6%) e Grécia (36,6%), com um 34,1% registado em novembro, muito acima do número médio dos Vinte e oito (15,2%) e da Zona Euro (16,9%).

Isto representa que em Espanha 522.000 jovens estavam no desemprego em novembro, menos 11.000 que os 533.000 do mês anterior.

Na UE registou-se em novembro de 2018 um total de 3,44 milhões de desempregados com menos de 25 anos, 2,45 dos quais nos dezanove países da moeda única, números ligeiramente inferiores aos de outubro do mesmo ano.

Os países com menos desempregados jovens foram a República Checa (4,9%), Alemanha (6,1%) e Países Baixos (6,9%).

"A taxa de desemprego da UE esteve a diminuir a um ritmo constante durante os últimos anos e encontra-se no nível mais baixo jamais registado. No entanto, a recuperação económica não está a beneficiar todos os cidadãos e países da mesma maneira", admitiu em declarações à Efe a comissária de Emprego Marianne Thyssen.

Thyssen pediu "investir mais" para que "esta recuperação se torne permanente e beneficie todos".

O Eurostat estima que em novembro de 2018 um total de 16,491 milhões de pessoas estavam desempregadas na UE, 13,040 milhões dos quais na Zona Euro.

A respeito de outubro de 2008, o número de desempregados diminuiu em 107.000 pessoas na UE e em 90.000 na Zona Euro.

Por países, as taxas mais baixas foram registadas na República Checa (1,9%), Alemanha (3,3%) e Holanda (3,5%).

As mais altas foram de novo as da Grécia (18,6% em setembro de 2018) e Espanha (14,7%).

Num ano, o número caiu em todos os países-membros exceto na Estónia, onde se manteve estável.

As descidas mais pronunciadas foram as da Croácia (de 10 a 7,8%), Grécia (de 20,8% a 18,6%) e Espanha (de 16,5% a 14,7%).

Em novembro de 2018, a taxa de desemprego nos Estados Unidos ficou no 3,7% a respeito de outubro de 2018, em queda relativamente ao 4,1% registado em novembro de 2017.