EFEBruxelas

A dívida pública da Zona Euro passou pela primeira vez de 100% do produto interno bruto durante o primeiro trimestre de 2021, chegando a 100,5% do PIB, depois de ter ficado em 97,8% entre outubro e dezembro do ano passado, segundo informou esta quinta-feira o escritório de estatística comunitária, o Eurostat.

No conjunto da União Europeia (UE), o indicador cresceu desde 90,5% no quatro trimestre de 2020 para 92,9% entre janeiro e março deste ano.

Em termos homólogos, a dívida pública cresceu tanto nos dezanove países que partilham a moeda única (de 86,1% a 100,5%) como nos 27 (de 79,2% a 92,9%) entre o primeiro trimestre de 2020 e 2021.

Por países, as maiores percentagens de dívida no final do primeiro trimestre deste ano foram anotadas na Grécia (209,3% do PIB), Itália (160%), Portugal (137,2%), Chipre (125,7%), Espanha (125,2%), Bélgica (118,6%) e França (118%), em contraste com as menores da Estónia (18,5%), Bulgária (25,1%) e Luxemburgo (28,1%).

Face ao último trimestre de 2020 houve um aumento da dívida em vinte e três Estados-membros e uma descida em dois, enquanto Eslováquia e Bulgária não tiveram alterações.

Os principais aumentos foram registados no Chipre (mais 6,5 pontos percentuais), República Checa (6,3 pontos), Espanha (5,3 pontos), Eslovénia (5,2 pontos), Bélgica (4,4 pontos), Malta e Itália (4,2 pontos em ambos).

As diminuições foram na Lituânia (menos 1,5 pontos) e Dinamarca (1,4 pontos).

Em comparação com os primeiros três meses de 2020, todos os Estados-membros anotaram subidas na dívida no primeiro trimestre deste ano, mas as subidas mais acusadas foram detetadas no Chipre (mais 29,5 pontos percentuais), Grécia (28,6 pontos), Espanha (26,2 pontos), Itália (22,1 pontos) e Portugal (mais 18 pontos).