EFEFrankfurt (Alemanha)

A economia alemã estancou-se no final de 2019 devido à debilidade da indústria, segundo o Bundesbank, que ressalta que embora o setor de serviços continue a apoiar a conjuntura, a situação no início do ano não melhorou, enfrentando ainda um novo risco para a conjuntura, o coronavírus.

No seu boletim de fevereiro, publicado esta segunda-feira, o Bundesbank, o banco central da Alemanha, diz que "a fase débil da conjuntura na Alemanha se manteve no último trimestre de 2019".

A economia alemã cresceu 0,6% em 2019, segundo dados preliminares do Escritório Federal de Estatísticas (Statistische Bundesamt).

O Bundesbank acrescenta que contribuíram ao crescimento de Alemanha "os bons rendimentos dos lares e as boas perspectivas do mercado laboral".

Mas a produção industrial na Alemanha, a maior economia da Zona Euro, caiu 3,5% em dezembro face ao mês anterior, a maior queda numa década, devido à debilitação da indústria manufatureira e do setor da construção e apesar das expectativas de estabilização.

No início de 2020 não se registou qualquer mudança conjuntural, diz o Bundesbank.

A tendência em baixa dos pedidos à indústria manteve-se no final de 2019, embora a intensidade da queda se tenha reduzido, consideram os economistas do Bundesbank.

No entanto, os indicadores de confiança no setor industrial melhoraram, o que poderá indicar que a pressão em baixo da produção industrial se reduz.

O Bundesbank reconhece, além disso, que o surto de coronavírus na China representa um novo risco para a conjuntura alemã.