EFERio de Janeiro

A economia brasileira cresceu 7,7% no terceiro trimestre do ano em comparação com o segundo, o seu maior salto histórico no período e uma recuperação ainda insuficiente para inverter a também caída recorde de 9,6% que sofreu entre abril e junho como consequência da pandemia de coronavírus.

O produto interno bruto (PIB) do Brasil, apesar da forte recuperação no terceiro trimestre, acumulou nos primeiros nove meses do ano uma retração de 5,0% em relação ao mesmo período em 2019, de acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A contração económica nos últimos doze meses até setembro (numa base anual) foi de 3,4% em comparação com o período entre outubro de 2018 e setembro de 2019, acrescentou o organismo.

A sólida recuperação do terceiro trimestre, causada pela rápida retoma das atividades paralisadas por medidas de distanciamento social para conter o coronavírus, permitiu ao Brasil sair do estado de recessão técnica em que tinha caído em julho, quando completou dois trimestres consecutivos de crescimento negativo.

O PIB da maior economia da América do Sul diminuiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o trimestre imediatamente anterior, já afetado pela pandemia, mas no segundo trimestre, no pior período da crise sanitária, essa queda foi acentuada para 9,6%, a sua maior descida histórica.

O forte aumento no terceiro trimestre foi possível tanto pela retoma das atividades como pela baixa base de comparação com o segundo trimestre, segundo os economistas, que não preveem um ritmo de recuperação tão rápido nos últimos três meses do ano.

Apesar da recuperação face ao segundo trimestre, a economia diminuiu 3,9% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, a sua terceira descida consecutiva nesta comparação.

No entanto, a taxa de investimento do Brasil no terceiro trimestre foi de 16,2%, recuperando o mesmo nível que tinha no mesmo período do ano passado (16,3%).