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Com um crescimento anual de 1%, a economia do Reino Unido avança ao seu ritmo mais baixo em quase uma década, arrastada pelo "brexit" e o arrefecimento global, de acordo com os dados difundidos hoje pelo Escritório nacional de estatística (ONS).

A ONS indicou que o produto interno bruto (PIB) cresceu 0,3% no terceiro trimestre deste ano, frente a uma contração de 0,2% no segundo trimestre, o que evita uma recessão técnica -que se produziria com dois trimestres consecutivos de decréscimo-.

No entanto, o aumento de 0,3% registado entre julho e setembro, impulsionado sobretudo pelo setor serviços, motor da economia nacional, foi menor do que esperado pelos analistas e o Banco de Inglaterra, que tinham previsto 0,4%.

O incremento anual de 1% -abaixo do 1,3% registado no segundo trimestre do ano, comparado com o mesmo de 2018- é o mais baixo detetado no país desde princípios de 2010, quando ainda se notavam os efeitos da crise creditícia global de 2008.

Um porta-voz da ONS explicou que o avanço do PIB no terceiro trimestre de 2019 deveu-se aos "sólidos" dados dos diferentes setores produtivos, sobretudo o dos serviços, registados durante o mês de julho.

"O setor dos serviços voltou a liderar, e o da construção teve também um bom rendimento", disse esta fonte, que acrescentou que as quedas sofridas pelo setor manufatureiro viram-se compensadas em parte por uma recuperação da produção automobilística.

Ainda que relativamente estável, a economia britânica está a abrandar devido à incerteza gerada pelo processo de saída da UE, que, entre outras coisas, afugenta o investimento.

Além disso, vê-se prejudicada pela desaceleração económica europeia e global, consequência em parte da guerra comercial entre China e Estados Unidos.