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O crescimento da economia da Zona Euro continua frágil em janeiro graças ao pouco dinamismo do aumento dos novos pedidos, segundo o índice PMI publicado esta sexta-feira pela consultora espanhola Markit.

O índice manteve-se nos 50,9 pontos em janeiro, ligeiramente acima dos 50 pontos que marcam a diferença entre crescimento e decréscimo mas ainda no nível mais frágil dos últimos seis anos e meio.

A Markit explica que o crescimento continua a proceder dos serviços, que em janeiro reduziram a sua expansão, enquanto a produção manufatureira, embora continue em baixa, regista a menor queda dos últimos cinco meses.

A debilidade do aumento dos novos pedidos é o elemento que explica o baixo crescimento, detalha a consultora, que acrescenta que há indícios de que o volume de pedidos do setor manufatureiro se aproxima da estabilização.

Apesar desta situação, as empresas mostram o maior nível de otimismo dos últimos dezesseis meses, dado sobretudo que a indústria considera que a pior parte da desaceleração ficou para trás, o que tem acelerado o ritmo de contratação de funcionários.

Os custos voltaram a subir em janeiro, sobretudo o setor de serviços, e as empresas voltaram a aumentar os seus preços de venda.

A Markit sublinha que as economias de França e da Alemanha arrancaram o ano com tom positivo, ao conseguir os maiores aumentos de atividade dos últimos cinco meses, enquanto a debilidade no resto da Zona Euro persiste.