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A EDP Renováveis (EDPR) conseguiu um lucro líquido de 319 milhões de euros entre janeiro e setembro, menos 7% que no ano anterior, com uma caída das receitas de 8%, até 1.259 milhões de euros, segundo as contas publicadas pela companhia.

O resultado bruto de exploração (ebitda) reduziu-se em 12%, ficando em 1.074 milhões de euros, segundo a EDPR, que assegurou que a sua estratégia avança a um bom ritmo, tendo já completado 86% do seu objetivo de incorporar 7 gigawatts (GW) de capacidade para o período 2019-2022.

A 30 de setembro, a dívida líquida da empresa era de 3.240 milhões de euros, mais 437 milhões do que em 31 de dezembro de 2019, devido aos investimentos no período e efeitos de conversão cambial.

Nos primeiros nove meses do ano, a EDPR adicionou 875 megawatts (MW), incluindo uma participação de 50% num projeto de energia solar de 278 MW nos EUA, enquanto vendia toda a sua participação no parque eólico Babylon (137 MW) e desmantelava 18 MW em Espanha para fins de repotenciação.

No final do período, a empresa de energias renováveis tinha 2,2 GW de nova capacidade em construção entre parques eólicos terrestres, centrais fotovoltaicas e participações em projetos marítimos.

"Em termos de negócios, estamos muito satisfeitos com os progressos feitos este ano. A execução do nosso plano está a progredir a bom ritmo: estruturámos com sucesso um portfólio PPA a longo prazo que apoia mais de 86% dos nossos objetivos para 2022", salientou o CEO, Rui Teixeira.

Em relação à covid, Teixeira salientou que a empresa concentra-se em garantir os seus compromissos em termos de produção de eletricidade e que vai continuar a demonstrar que estruturou "um modelo empresarial sólido e sustentável de crescimento que vai apoiar a transição energética e a recuperação económica nos seus diferentes mercados".