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O número de britânicos que emigrou a países da União Europeia (UE) desde o referendo do Brexit aumentou 30%, com Espanha a ser o destino preferido, segundo informa esta terça-feira o jornal The Guardian.

O jornal recolhe as conclusões de um estudo elaborado pela Universidade de Oxford e o Centro de Ciências Sociais de Berlim (Alemanha) a partir de dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Eurostat.

O documento destaca que mais de metade do referido aumento total tomou a decisão de abandonar o Reino Unido nos três meses que seguiram o referendo de 2016.

De acordo com os estudos, a média de britânicos que abandonou anualmente o seu país para se instalar noutro da UE entre 2008-2015 ficou em 56.832, frente aos 73.642 de 2016-18.

O maior aumento foi registado na saída dos britânicos para Espanha, onde se estima que atualmente vivem cerca de 380.000, embora este dado poderá variar, já que não é obrigatório o registo junto das autoridades para viver neste país.

O segundo destino comunitário mais popular para os britânicos foi França, que também não obriga os cidadãos da UE a registarem-se, onde os números saltaram nos períodos antes mencionados de 500 a 5.000, respetivamente.

De acordo com o The Guardian, os estudos mostram também um aumento de 500% nos pedidos de passaporte de países da UE, como a Alemanha, que viu um aumento de 2.000% nos pedidos, que se traduziu na na naturalização de 31.600 britânicos.

"Estes aumentos em número são de uma magnitude que se espera ver num país atingido por uma grande crise económica ou política", disse ao jornal Daniel Auer, co-autor do estudo da Universidade de Oxford e do Centro de Ciências Sociais.