EFEBruxelas

70% das empresas da União Europeia (UE) consideram que o mercado único "não está suficientemente integrado", o que impede a livre concorrência, segundo um estudo apresentado quarta-feira pela Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias, Eurochambres.

O relatório revela que quase 80% das empresas europeias considera que o maior obstáculo que enfrentam é a complexidade dos procedimentos administrativos, seguido de legislação diferente em cada Estado-Membro (como 72% dos inquiridos argumenta).

Especificamente, as leis específicas de cada país afetam particularmente os prestadores de serviços, que o descrevem como o maior problema (de acordo com 81%), frente aos produtores de bens, que apenas 60% considera um problema significativo.

"Temos uma tendência para o protecionismo também dentro da União Europeia. Isso preocupa-me", destacou o Presidente da Eurochambres, Christoph Leitl, depois de ter sublinhado que o mercado comunitário é uma "garantia de segurança para a estabilidade económica mundial".

Relativamente à comparação entre pequenas e grandes empresas, uma grande maioria, 75%, das empresas inquiridas com menos de 250 trabalhadores considera que o principal obstáculo no mercado interno é a incerteza no destacamento temporário de trabalhadores para outro país.

Pelo contrário, as grandes empresas (63%) assinalam que o seu maior impedimento é a insuficiência de informação jurídica e financeira sobre potenciais parceiros comerciais noutros países.

De acordo com o estudo da Eurochambres, 90% dos empresários pensam que estes problemas seriam resolvidos eliminando a burocracia excessiva, assim como se a UE fornecesse informações mais claras para os procedimentos noutros países da UE (86,5%) e procedimentos simplificados para a compra e venda de bens e serviços através de um site na internet (85%).

À luz dos dados recolhidos, a Associação das Câmaras de Comércio convidou as instituições europeias a integrar o mercado único nas suas iniciativas.

Além disso, recomendou a redução da complexidade do comércio além de fronteiras através de uma melhor informação online e digital e da orientação dos objetivos para o mercado único dos serviços.