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Espanha e a União Europeia (UE) estudam medidas para que o turismo regresse à Europa com atuações coordenadas que garantam a "saúde, segurança e sustentabilidade" e que apenas seja permitida a entrada "desde países seguros", disse esta terça-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros espanhola, Arancha González Laya.

Para tal, os responsáveis de Negócios Estrangeiros e de Turismo dos Estados membros estão a definir regras comuns para recuperar a liberdade de circulação e a estabelecer parâmetros sobre o que é um "país seguro", explicou a ministra espanhola em declarações a uma emissora de rádio.

Na UE, assegurou, "cada um de nós temos datas diferentes, mas todos queremos ter a mesma abordagem".

González Laya sublinhou a importância de ser "muito escrupuloso" ao determinar o que é um "país seguro" e recordou: "Teremos de ter muito cuidado ao permitir a entrada de países onde a epidemia se encontra em níveis muito elevados", um critério que não se baseia em ser mais ou menos "antipático", mas sim nos números relativos ao contágio.

A ministra negou qualquer alteração dos critérios relativos à necessidade dos viajantes estrangeiros cumprirem uma quarentena à chegada a Espanha, requisito que o Governo espanhol eliminará a partir de 1 de julho.

Segundo González Laya, "é uma questão de prudência" e, se toda a Espanha está confinada, é lógico que os estrangeiros que chegam também devem ser confinados, até que a livre mobilidade seja recuperada.

Trata-se de "assegurar que a estratégia não seja perturbada pela chegada de pessoas do exterior; é bastante lógica e coerente", disse a ministra, que considera que nesta fase de transição é necessário "ser extremamente cauteloso para não importar casos" de pessoas infetadas.