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A Boeing informou esta terça-feira que não espera que as autoridades aprovem o regresso dos aviões 737 Max até meados de 2020, um novo atraso que causou uma forte queda nas ações da empresa em Wall Street.

A Boeing detalhou em comunicado que essa é a expectativa que está a transmitir agora às companhias aéreas e fornecedores, confirmando um relatório publicado pouco antes pela emissora CNBC.

Na nota, a gigante da aviação destacou que os reguladores irão determinar quando é que o 737 Max poderá voltar ao ativo, permanecendo em terra após dois acidentes aéreos em 2018 e 2019.

A Boeing espera que o modelo possa começar a operar em meados do ano, tendo em conta o ritmo do processo de certificação pelas autoridades, embora avise que ainda podem surgir questões que compliquem o procedimento.

As ações da empresa na Bolsa de Valores de Nova Iorque caíram rapidamente 5% após a informação publicada pela CNBC e antes de sua cotação ter sido temporariamente interrompida à espera do anúncio oficial.

As companhias aéreas americanas que possuem 737 Max na frota já tinham anunciado gradualmente que não contavam com esses aviões na programação pelo menos até ao início de junho.

O anúncio feito pela Boeing também motivou a queda das ações dessas companhias, entre elas a Southwest, United e American Airlines.

"Colocar o Max de volta ao serviço em segurança é a nossa prioridade número um e estamos confiantes de que isso vai acontecer. Reconhecemos e lamentamos as contínuas dificuldades que a imobilização do 737 MAX apresentou aos nossos clientes, reguladores, fornecedores e passageiros", ressaltou a Boeing em comunicado.

A Boeing suspendeu oficialmente a produção do modelo este mês, após quase um ano de vetos por questões de segurança identificadas após dois acidentes fatais na Indonésia e na Etiópia, nos quais 346 pessoas morreram.