EFEWashington

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que a Europa terá uma recuperação "em forma de V mais equitativa, verde, inteligente e resiliente", disse o diretor do Departamento Europeu desta organização, Alfred Kammer.

Uma recuperação "em forma de V", segundo Kammer, significa que a Europa terá um restabelecimento dos níveis antes da pandemia "igualmente rápido" à queda, ou seja, em 2022, considerado o cenário mais otimista.

Segundo o relatório regional do FMI para a Europa, apresentado esta quarta-feira, a zona vai crescer 4,5% em 2021 e 3,9% em 2022, menos 0,2 pontos percentuais e mais 0,7 do que há três meses, respetivamente.

Kammer explicou em conferência de imprensa que os responsáveis de políticas públicas na Europa devem continuar a prestar ajuda de emergência às famílias e empresas e devem preparar medidas para estimular a contratação e o investimento assim que a pandemia estiver sob controlo.

"Estas medidas irão encorajar uma recuperação mais rápida e plena, reduzindo as cicatrizes do desemprego, da falta de estudos e baixos investimentos", afirmou.

No entanto, reconheceu que a recuperação na Europa "continua paralisada" devido a novas vagas de infeções de covid-19, pelo que a principal prioridade deve ser o rápido aumento da produção e entrega de vacinas.

Das quatro principais economias do euro, Espanha terá o crescimento mais forte este ano, com 6,4%, seguida pela França com 5,8% (três décimas acima da estimativa de janeiro), Itália com 4,2% (mais uma e duas décimas face a janeiro) e Alemanha, com 3,6% (mais uma décima).

O Fundo prevê que, apesar da retoma, o desemprego em Espanha continue a aumentar e termine este ano em 16,8%, contra 15,5% em 2020, no topo da Zona Euro ao lado da Grécia.

Depois do relatório de Perspetivas Económicas Globais (WEO) na semana passada, o FMI vai publicar ao longo destes dias estudos regionais no contexto da Assembleia da Primavera do FMI e do Banco Mundial (BM), que pela segunda vez volta a ser realizada de maneira virtual.