EFEWashington

A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, reconheceu esta terça-feira que existe uma tensão social e económica "extrema" ao nível global causada pelo impacto da pandemia de coronavírus e advertiu de diversas divergências devido ao ritmo díspar de vacinação.

"Já passou um ano desde a pandemia da covid-19 e a comunidade mundial ainda enfrenta uma tensão social e económica extremo à medida que o número de vítimas aumenta e enquanto milhões de pessoas continuam desempregadas", disse Gopinath esta terça-feira na conferência de imprensa de apresentação do relatório "Perspetivas Económicas Globais".

Nesse sentido, a economista-chefe do Fundo considerou "fundamental" que se façam progressos na resolução das tensões comerciais e tecnológicas no mundo, tais como as que existem entre a China e os Estados Unidos.

Na sua análise, a organização multilateral alertou para a possível instabilidade que a tensão entre as duas potências pode causar no cenário global.

"As tensões entre os Estados Unidos e a China continuam a ser elevadas em diversas frentes, incluindo o comércio internacional, a propriedade intelectual e a ciber-segurança", apontou a organização multilateral com sede em Washington.

Apesar disso, Gopinath disse que uma saída para esta crise económica e sanitária é "cada vez mais visível".

Nas suas previsões, o FMI reviu em alta a sua previsão de crescimento económico global para 6% em 2021, mais cinco décimas do que o esperado em janeiro, impulsionada por fortes aumentos nos Estados Unidos e na China.

Para 2022, o FMI prevê um crescimento global de 4,4%, mais duas décimas que há três meses.

Uma das revisões mais notáveis da agência é o crescimento estimado para os Estados Unidos, a maior economia do mundo, que deverá agora expandir-se 6,4% este ano, 1,3 pontos percentuais acima do antecipado em janeiro.