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O Governo britânico anunciou este domingo uma suspensão temporária da aplicação das leis de concorrência à indústria de combustíveis para facilitar que as empresas possam "compartilhar informação" e "otimizar" o abastecimento dos postos.

O ministro de Empresas, Energia e Estratégia Industrial, Kwasi Kwarteng, reuniu-se este domingo com representantes do setor para abordar o fecho de bombas de gasolina no Reino Unido nos últimos dias devido à escassez de transportadores e o aumento da procura causada pelo receio do desabastecimento.

A decisão procura colocar em prática "planos de contingência há muito tempo estabelecidos" para assegurar que "o abastecimento de combustível possa ser mantido no caso de grandes rupturas", disse o ministro em comunicado.

Este fim de semana foram anunciados 5.000 vistos temporários para motoristas estrangeiros para preencher vagas no Reino Unido durante os próximos três meses, mas os patrões dos transportes classificaram a medida como insuficiente e salientaram que são necessários cerca de 100 mil trabalhadores adicionais.

Desde que a BP anunciou na quinta-feira o fecho de algumas bombas porque não podia entregar combustível a estes locais, os postos em todo o país têm visto longas filas de veículos.

"Embora sempre tenha havido e continue a haver combustível suficiente nas refinarias e nos terminais, estamos cientes de que tem havido alguns problemas com as cadeias de abastecimento", disse o ministro.

O Governo ativou um protocolo de emergência que permitirá "trabalhar de forma construtiva com os produtores, fornecedores, transportadores e retalhistas de combustível para assegurar que os problemas sejam minimizados tanto quanto possível", disse Kwarteng.

Além disso, as autoridades também deixaram a porta aberta para o Exército ajudar na distribuição de combustível.

Representantes de empresas como Shell, ExxonMobil, Greenergy, Wincanton e Certas disseram em comunicado conjunto divulgado pelo Governo que vão trabalhar "em estreita colaboração durante este período" com as autoridades locais e nacionais.

"Queremos assegurar ao público que os problemas se devem a picos temporários na procura e não a uma escassez nacional de combustível", explicaram os representantes da indústria.