EFEPequim

A Huawei apresentou esta quinta-feira um recurso no Tribunal de Apelação dos Estados Unidos do Quinto Circuito contra a decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC, sigla em inglês) de proibir as operadoras americanas de comprar equipamentos de tecnologia chinesa por meio de um programa de subsídios.

No último dia 22 de novembro, a FCC excluiu a Huawei de um programa federal de subsídios, alegando que a empresa representa uma ameaça para a segurança nacional.

A equipa jurídica da empresa disse esta quinta-feira em conferência de imprensa, na sede da empresa, na cidade de Shenzhen, que a decisão da comissão é "ilegal", que viola os direitos da Huawei de se defender e que se baseia em conclusões arbitrárias.

"A decisão é baseada em falsas acusações e insinuações, não confiáveis e inadmissíveis e, além disso, não há provas", disse Glen Nager, advogado americano que representa a Huawei.

Nager acrescentou que a FCC "não tem autoridade nem critérios" para decidir sobre esse assunto.

Song Liuping, chefe do departamento jurídico da empresa, disse que a medida é inconstitucional e resultado de preconceito: "Proibir uma empresa simplesmente porque é originária da China não faz sentido. Eles devem entender que outras empresas como Eriksson e Nokia também fabricam naquele país", afirmou.

Embora a presença da Huawei nos Estados Unidos esteja ameaçada, as empresas americanas podem continuar a negociar com a fabricante pelo menos até fevereiro, depois do governo do presidente Donald Trump estender a 18 de novembro a moratória decretada em maio.

Os EUA suspeitam dos laços da empresa com o governo da China e alega ter suspeitas de que a Huawei possa usar os seus telemóveis e outros equipamentos tecnológicos para espiar no exterior e fornecer informações aos líderes do país asiático.