EFEParis

Os indicadores compostos avançados da OCDE para o mês de março publicados esta terça-feira apontam para uma clara deterioração da evolução económica no Brasil, uma vez que este é de longe o pior de todos os países para os quais esta estatística é elaborada.

O indicador do Brasil caiu 0,32 pontos em março, depois de ter baixado 0,18 em fevereiro, para 103,12 pontos, pelo que, apesar de tudo, se mantém claramente acima dos 100 que marcam a média a longo prazo.

Entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), à qual o Brasil não pertence, a média em março era de 100 pontos, depois de ter subido 0,22 num mês.

Os indicadores compostos avançados sinalizam antecipadamente inflexões no ciclo económico, e o valor da variação dá uma ideia da intensidade destas mudanças de tendência, não da percentagem de crescimento ou declínio da atividade económica.

Para o Brasil, a estatística progrediu ininterruptamente entre maio de 2020 e janeiro de 2021. Desde fevereiro, porém, o movimento inverteu-se.

Entre as outras grandes potências emergentes, a China destacou-se em março com um aumento de 0,36 pontos, para 102,49, e a Índia com um aumento de 0,29 pontos, para 98,32.

Entre os membros da OCDE, os Estados Unidos subiram 0,32 pontos, para 100,15 e a Zona Euro no seu conjunto subiu 0,22 pontos, para 99,32.