EFEBruxelas

A taxa de inflação anual na Zona Euro ficou nos 3% em agosto, oito décimas acima do marcado em julho, enquanto que no conjunto da União Europeia o indicador aumentou sete décimas, até 3,2%, de acordo com os dados publicados esta sexta-feira pelo serviço de estatística comunitária Eurostat.

A inflação ficou assim a níveis muito superiores aos registados em agosto de 2020, de -0,2% nos países do euro e de 0,4% nos 27.

Em Espanha, a taxa aumentou quatro décimas face a julho, até 3,3%, ligeiramente acima da média europeia mas longe dos níveis mais elevados registados na UE, nomeadamente na Estónia, Lituânia e Polónia (todos com 5%).

As taxas de inflação mais baixas foram observadas em Malta (0,4%), Grécia (1,2%) e Portugal (1,3%).

O aumento da inflação na Zona Euro deveu-se ao aumento dos preços da energia (mais 1,44 pontos), bens não industriais (mais 0,65 pontos), alimentos, álcool e tabaco (0,43 pontos) e serviços (0,43 pontos).

A inflação de base, que exclui o efeito dos preços da energia e dos alimentos frescos por serem os elementos mais voláteis, aumentou sete décimas na Zona Euro, até 1,6% em agosto, depois de ter permanecido estável em 0,9% nos três meses anteriores.

Depois de estar em terreno negativo nos últimos cinco meses de 2020, a taxa de inflação anual na Zona Euro aumentou todos os meses desde janeiro deste ano, uma subida que as instituições estão a acompanhar de perto, mas que tanto a Comissão Europeia como o Banco Central Europeu consideram ser motivada por fatores temporários.