EFESão Francisco (EUA)

O novo iPhone 13, que será colocado à venda esta sexta-feira a um preço de 909 euros na Europa, é um telemóvel construído sobre a base do bem sucedido 12, com poucas alterações no design e melhorias no desempenho de alguns elementos, como a câmara e bateria.

A lógica da Apple ao criar seu novo telefone parece ter seguido a premissa de não tocar no que funciona -o 12 foi o telemóvel mais vendido da empresa nos últimos anos- e à primeira vista as mudanças são quase impercetíveis.

O design mantém o ecrã de 6,1 polegadas e as bordas de alumínio completamente planas do modelo anterior, e a única novidade na parte frontal é um espaço negro na área superior do ecrã em que se encontram o auricular e a câmara, significativamente mais pequena.

AUMENTO DA PERCEÇÃO DO ESPAÇO

Esse detalhe aumenta a perceção de espaço no ecrã apesar das dimensões não terem sido modificadas -essa margem conquistada é aproveitada por fotografias e videojogos, por exemplo- além de conferir ao telefone um aspeto mais elegante.

A única outra novidade de design também contribui para isso: a modificação da posição das duas lentes traseiras, que agora estão alinhadas diagonalmente.

No interior do aparelho, as mudanças mais significativas estão na câmara, capaz de capturar até 47% mais luz, de acordo com a Apple, o que se traduz em imagens mais claras, menos borradas e granuladas, mesmo em situações de pouca luminosidade.

Ao tirar uma foto num local escuro, por exemplo, a diferença relativamente à câmara do iPhone 12 é óbvia a olho nu: a imagem com o novo telefone é muito mais definida.

JOGAR COM O FOCO NO MODO CINEMA

Uma das melhorias na câmara que mais interessa do ponto de vista técnico e pode ser muito atrativa para profissionais e amadores da cinematografia, embora provavelmente não muito útil para o público em geral, é o modo cinema.

Este modo permite ir alternando o objeto ou pessoa no qual o foco está centrado de forma automática ou manual numa mesma gravação e com um tempo de resposta quase imediato.

Assim, por exemplo, pode-se filmar uma conversa entre duas pessoas e passar o foco de uma para a outra dependendo de quem está a falar ou para destacar aquelas expressões que mais interessam a quem está por trás da câmara.

Além das lentes, a bateria é a outra grande beneficiária da atualização do iPhone, que estende a sua autonomia por mais duas horas e meia e resolve o que era uma das principais críticas ao modelo anterior (vários utilizadores queixaram-se de que não lhes durava um dia inteiro sem carregar).

O 13 MINI, A MESMA PERFORMANCE

Junto ao iPhone 13, também estará à venda esta sexta-feira o 13 mini, a versão atualizada do 12 mini.

É um telefone com exatamente as mesmas características e capacidades do seu "irmão mais velho" mas com um ecrã mais pequeno (5,4 polegadas) e uma bateria menos potente (embora a autonomia também tenha sido aumentada em relação ao 12 mini).

À semelhança do que aconteceu no ano passado, o principal atrativo do mini é, para além do seu tamanho, para quem gosta de telemóveis pequenos, o preço: 809 euros no mercado europeu.

Em resumo, os novos iPhone 13 e 13 mini são telefones construídos sobre um produto que já provou a sua qualidade no mercado há quase um ano e modificado pontualmente para melhorar o seu design.

Assim, é uma boa opção para quem quiser adquirir o seu primeiro telefone Apple ou atualizar um modelo substancialmente mais antigo, mas a novidade não justifica o custo para alguém que já tenha um iPhone 12.