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Itália vai perder 500.000 postos de trabalho em 2020 como consequência da crise do coronavírus, segundo previu esta terça-feira a Agência Nacional de Políticas Ativas de Emprego (Anpal), que calculou que o país apenas irá recuperar os níveis de emprego pré-crise em 2023.

O presidente da Anpal, Mimmo Parisi, explicou num discurso na Comissão do Trabalho do Senado que, em 2021, metade dos postos de trabalho que se perderão este ano serão recuperados, ou seja, cerca de 250.000, e que só em 2023 é que o país vai regressar aos níveis de emprego que tinha antes da crise do coronavírus, com 23,4 milhões de trabalhadores.

O Governo italiano prevê que a economia italiana caia 8% e que a taxa de desemprego aumente para 11,6% em 2020 (era de 8,4% em março).

Na terça-feira, a patronal do comércio italiano estimou que o produto interno bruto (PIB) do país tenha caído 24% em abril e 16% em maio devido ao impacto da pandemia.

A patronal do comércio indica que a crise da COVID-19 "atingiu uma economia (italiana) já muito debilitada" e que entre 2007 e 2019 cada italiano perdeu "mais de 21.600 euros de riqueza".

Itália entrou em recessão técnica no primeiro trimestre do ano, depois do seu PIB registar uma contração de 4,7% entre janeiro e março, segundo o dado adiantado do Instituto Nacional de Estatística italiano, e 0,3% no último trimestre de 2019.

O instituto vai publicar o dado definitivo na próxima sexta-feira.