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O Dia Mundial do Turismo, que se celebra esta segunda-feira, pode marcar o ponto de inflexão na crise mais profunda vivida pelo setor na sua história, com mais de 4 biliões de dólares (3,4 biliões de euros) perdidos à volta do mundo em produto interno bruto (PIB) como consequência da sua paralisação causada pela pandemia de covid-19.

Contudo, o setor prepara-se agora para um arranque gradual, e mais lento do que o esperado, das viagens devido à falta de confiança dos viajantes e porque nem toda a conectividade foi recuperada.

O Dia Mundial do Turismo, uma comemoração que arrancou em 1980, no décimo aniversário da adoção dos estatutos da Organização Mundial do Turismo (OMT) das Nações Unidas (ONU), coincide com o final da época alta no hemisfério norte e o começo no hemisfério sul.

MAIS DE 1.500 MILHÕES DE VIAGENS PERDIDAS NO MUNDO

A eclosão da pandemia há um ano e meio parou o planeta e deixou mais de 1.500 milhões de viagens ao redor do mundo sem fazer, segundo os dados da OMT até maio deste ano.

Com essa descida, vai-se acumular até ao final de 2021 uma perda de mais de 4 biliões de dólares (3,4 biliões de euros) no PIB mundial e, pelo menos, 140 milhões de empregos destruídos só em 2020, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).

As quedas nos movimentos turísticos são mais pronunciadas na região Ásia-Pacífico (95%) e um pouco menos intensas na América (72%), especialmente no Caribe, onde a queda é de 60%, segundo a OMT.

Para se ter uma ideia da magnitude da crise, enquanto antes da covid havia uma movimentação média de cerca de 100 milhões de pessoas, estas agora mal chegam a 20 milhões.

A extensão do processo de vacinação, muito mais intenso no mundo desenvolvido, e a adoção de medidas como o certificado digital na União Europeia (UE) permitiram levantar restrições, mas ainda existe um receio de viajar neste Dia Mundial do Turismo que se celebra em pandemia e cujos atos oficiais serão acolhidos por Abidjan, a capital da Costa do Marfim.

Na sua mensagem no âmbito desta data comemorativa, o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, expressou o compromisso da organização para que a valorização do turismo chegue a todos, desde a maior companhia aérea até à empresa familiar mais pequena.