EFEBruxelas

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, disse esta segunda-feira que espera que o coronavírus tenha repercussões "temporárias" na economia, mas pediu para olhar às projeções de crescimento na Zona Euro a mais longo prazo, as quais, segundo afirmou, "têm boa pinta".

"Esperamos que tenha um efeito temporário. Devemos estar preocupados com isto, mas também devemos olhar para as perspetivas de crescimento do euro a mais longo prazo e estas atualmente têm boa pinta", declarou o político português ao chegar à reunião de ministros de Economia e Finanças da Zona Euro (Eurogrupo) que se realiza hoje em Bruxelas.

Em qualquer caso, Centeno reconheceu que se tem estado a monitorizar a evolução do coronavírus, que já deixou na China pelo menos 1.770 mortos e 70.548 casos de contágio.

Os ministros da Zona Euro vão analisar esta segunda-feira as previsões de crescimento económico que a Comissão Europeia (CE) publicou na passada quinta.

Nelas, Bruxelas assinalava que o coronavírus representava "um risco à baixa" para a economia, mas admitia que ainda era "demasiado cedo" para analisar o alcance do seu impacto negativo.

De todas formas, assumia que as repercussões económicas da epidemia seriam "relativamente limitadas" em todo o mundo.

Por outro lado, sobre o orçamento da União Europeia para o período 2021-2027, que os líderes dos Vinte e sete vão negociar numa cimeira em Bruxelas nesta semana, Centeno assegurou que não lhe corresponde dizer se os líderes vão conseguir um acordo a esse respeito na reunião que começa na quinta.

No entanto, manifestou a sua esperança de que os chefes de Estado e de Governo "possam alcançar uma conclusão" sobre o debate orçamental e recordou que as discussões se realizam numas condições económicas "muito melhores" que as que existiam durante a negociação das contas para o período 2014-2020.

Na cimeira desta semana, os líderes terão sobre a mesa a proposta apresentada na passada sexta-feira pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a qual propõe 1,09 biliões de euros, 1,074% do rendimento nacional bruto conjunto, e introduz cortes nas verbas de coesão e Política Agrária Comum.

(Mais informação da União Europeia em euroefe.euractiv.es)